domingo, 22 de agosto de 2010

Manuscritos VI - Filosofando frente ao abismo

Da série Manuscritos, VI de X - Inquietante. 

Ele provocava á todos com os seus pensamentos e teorias, até descobrirmos que ele um dia chorou.

"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se; para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."

Friedrich Nietzsche

Manuscritos V - O vento resolveu fazer a curva

"Contando os dias, esperarei
que de passo em passo
eu procurarei e acharei,
acharei, achareeeeiiiiii."

Já dizia e tocava Raul Seixas. Uma pena eu não ter nascido antes e ter curtido um show desse maluco beleza, assim como não pude prestigiar um show dos Beatles. Atualizar esse blog vem sendo um martírio, estou atarefada pra caralho (e com TPM enquanto escrevo). Estou pendente aqui desde o meu retorno a senzala. Falando nela, eu disse que um dia daria risada da cara de alguns e que o tempo que me resta para trabalhar por lá, eu o faria menos dolorido. Eu voltei em missão de paz, mas quiseram descarregar uma bomba em mim e tive que tocar o terror.
Não, não matei ninguém. Mas não ficou longe disso acontecer e o sentimento foi recíproco: ele também queria me matar até o momento em que o nosso supremo chefe nos pegou discutindo e minha pessoa deixando o seu estado normal de temperatura e pressão. Foi ótimo que isso tenha acontecido e o curso de trabalho mudou. Além de falar pouco, sou discretíssima: falei tudo o que eu pensava, descarreguei as dores daquele mundinho e ganhei um "aliado" - o chefe dos chefes, o cara mais foda do pedaço simplesmente me chamou pra trabalhar com ele (Aí sim heim!!! Bem que eu avisei que um dia a casa mudaria de dono, estou ficando boa nisso). Tem gente que se atreve a desafiar minha paciência e que realmente não tem noção do perigo. Falta de avisar que eu não nasci ontem e para que jamais desconfiassem de mim não foi ... mas é isso aí: em terra de Saci qualquer chute é voadora!! Muita gente abaixou a cabeça e só me restou gargalhar. Agora estou muito tranquila nesse aspecto, fazendo apenas o que me cabe e aguardando promessas serem cumpridas. Garanto que ficará melhor, afinal, setembro está chegando ... e o fim desse ciclo também.
Correria também no LEO Clube. Recentemente fizemos nossa festiva de transmissão de posse para o ano de 2010/2011, onde fui reeleita secretária do clube, além de assumir a coordenação de comunicação e recebi o prêmio LEO 100%. Na semana seguinte, nós tivemos uma conferência em Minas Gerais para participar e não pude ir. O pessoal do clube voltou pra Sampa com os prêmios de melhor LEO Master e melhor boletim informativo - o ECOAR - sob minha direção, além de ser escolhida como a melhor secretária do distrito e consequentemente, ser nomeada para ser a secretária do distrito LC 2 (pensei comigo "agora fudeu"). Terei também que gerenciar o conteúdo do leopenha.com, além das redes sociais e o network do clube.
Enquanto isso, espero, literalmente, na sala de justiça o processo de separação dos meus pais acontecer. Santa enrolação! Coisas do Brasil né? Eu aqui, querendo saber qual lado acompanhar e a justiça me dando nós, tá foda.
O Quarteto vai muito bem, obrigada. Deslanchando em idéias para "um projeto que vai bombar"... que exige tempo, dinheiro, dedicação e estudo. Aos poucos estamos crescendo, amadurecendo e aparecendo. Nosso tempo está chegando e muito nos aguarda, é claro, que isso está inundando nossas expectativas,mas o bom da história é que nós temos os pés no chão (é preciso) e que, depois de alguns meses, finalmente, os 4 se reencontraram, só faltou o suco de maçã rs.
Ás vezes tenho a impressão que não darei conta de tudo (isso porque não comentei tudo aqui) e sei que muitas coisas ainda chegarão ... mas quer saber? Não estou nem aí pra hora do Brasil.

A importância das Redes Sociais

Segue uma das matérias que escrevi e editei sobre redes sociais para o Boletim ECOAR - Premiado como melhor boletim de 2010 na XI Conferência do Distrito Múltiplo LEO LC em Minas Gerais.


Onde você realmente aparece?

No mundo globalizado, a internet assume um papel cada vez mais importante para cidadãos e empresas. As pessoas ganharam mais liberdade para emitirem opiniões e também influenciarem milhares de outras pessoas.
As redes sociais se tornaram um verdadeiro fenômeno. Blogs, Orkut, Facebook, Twitter, fóruns, e-groups, YouTube e Flickr são visitados diariamente por 2/3 da população global. No Brasil, 80% dos usuários da rede usam esses veículos de comunicação e o tempo gasto nos sites de relacionamento tem crescimento três vezes superior à média de outras atividades na internet. Elas são inteligentes, democráticas, velozes e segmentadas.
As pessoas falam sobre seus gostos, tornando mais fácil para as empresas realizarem ações voltadas para seu público-alvo, criar novos produtos ou trabalhar mais em um determinado produto, visando um atendimento melhor. São espaços para compartilhar experiências, encontrar pessoas e aumentar suas redes de contato. Com isso surgiram comunidades de diversos assuntos, agrupando usuários por gostos, opiniões e interesses. Não demorou muito para as empresas descobrirem que essas redes poderiam ser uma forma eficiente e rápida para divulgar sua marca, buscar colaboradores e ainda estreitar a relação com os clientes.
As empresas utilizam essa estratégia de marketing para tornar a marca mais acessível, inserindo-a no dia-a-dia do seu consumidor e informá-los desde os lançamentos de produtos até promoções e ofertas. Torna-se uma forma interativa, e em tempo real, de estar em constante contato com o cliente, que pode dar suas sugestões e fazer suas reclamações. Entre as vantagens está o feedback imediato da aceitação do produto e da marca. É possível dizer que esses veículos tornaram as relações entre empresas e clientes, que antes eram estritamente comerciais, em relações sociais.
Independente do motivo de utilização, esses mecanismos digitais permitem um diálogo maior com o que é potencial para o usuário: seja na busca de emprego, compras ou divulgação (marketing pessoal). Todos devem saber utilizar bem esses recursos para se aproveitarem de uma estratégia de propaganda muito eficaz, que alcança um público de qualidade e relevância. Ou seja, sabendo usar, você realmente aparece.

sábado, 26 de junho de 2010

Briefando amostras

Em breve, uma amostra sobre:

PPJR - Partido Progressista dos Jovens Revolucionários,
Sociedade dos Ervas Venenosas,
Os I.D.I.O.T.A.S e seus agregados,
Os Romenos,
Clube da Luluzinha e o Clube de Quinta,
Quarteto - 4!
Os terroristas da Oi.

Quando eu disse amostra, não me referi as aulas de estatística que a professora Cocada (vulgo Sonia) aplicava na faculdade ... mas aguarde, devagar os textos chegarão rs.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Manuscritos IV - Aproveitando oportunidades

Fazia tempo que eu não relaxava tanto. Fazia tempo que eu não sabia o que era dormir direito, fazer o que eu bem queria (melhor, fazer nada), fazia tempo que eu sentia falta de humanos inteligentes.
Outro dia pra minha surpresa em meio a uma conversa, surgiu um convite, diferente, desafiante e que me exigia marra e peito pra aceitar. Estava eu batendo papo com o meu eterno mestre e pai de profissão, quando aquele vozeirão que ele tem me convidou para fazer parte da banca examinadora dos tccs do curso tecnológico de comunicação e marketing da Unicid. Fiquei feliz a beça com a escolha e a preferência para me atribuir tal função, ao mesmo tempo ansiosa, já que o Vagner me deu passe livre pra fazer os comentários que eu quisesse (meu pai enlouqueceu, só pode rs).
Em um processo bem diferente do que estava acostumada, minha missão era analisar profundamente as estratégias e as táticas que os grupos elaboraram para resolver um problema de imagem do Renault Logan, ações de curto, médio e longo prazo. O trabalho não exigia o desenvolvimento de peças, como um tcc de propaganda, mas como em qualquer outro trabalho, exigia coerência. Além de, claro, avaliar estética, oralidade, postura, entre outros detalhes.
Entrei no local acompanhada do Vagner e do prof Luiz (que também é professor da Unicid, homem de opinião firme e muito respeitado por lá). Cheguei observando o espaço, os alunos, sem muita conversa até então, quando o Vagner me apresentou a sala, como analista de negócios da BR/OI ... o povo daquela sala saltou os olhos, aí eu pensei " que do caralho ... mas não esqueça que vc pode apanhar aqui hoje." E eu só tinha aquele dia pra fazer tudo que deveria, era a vida de cada um que estava sob meu julgamento.
As apresentações rolaram e quando me reuni com os professores para a avaliação final, fiquei feliz em perceber que estou "afinada" com eles, de que não estou tão retrógrada quanto imaginava, por estar longe das salas de aula há quase 4 anos. Eu me sentia preparada e segura para avaliar, caso contrário, não me sujeitaria a tal situação.
O Vagner abriu o espaço para a avaliação e o professor Luiz começou, para minha salvação rs. Quando chegou a minha vez, procurei ser ao máximo coerente, eu tinha muita coisa para falar, fiz vários apontamentos, mas não deixei os alunos com medo de mim (eu tinha que salvar a minha pele também), contribui com sugestões para o futuro. Em geral, os trabalhos tinham raciocínio, apenas 1 precisava ser melhor lapidado, mas não estava errado e não foram prejudicados.
O melhor da história foi o pós tcc. Quando terminamos com a bancada, tive a oportunidade de me misturar com o pessoal (agora me sentia uma aluna rs), fui bater papo e conhecer as impressões que deixei por lá. Uma aluna que avaliei falou " vc entrou tão quieta na sala, mas na hora em que começou falar ... vc foi brilhante." Entre outras coisas que ouvi, fiz um network básico, fiz fotos com os alunos, enquanto o Vagner me observava. Eu sabia que depois dali, ele faria comentários que para minha surpresa, foram além do que eu esperava. Isso fez com que eu percebesse de fato, a minha evolução no campo profissional, em pensar com amplitude, a capacidade de análise, de alinhamento com o que o mercado tem hoje. Isso me deixou feliz, os comentários dos alunos, até o professor Luiz que acabara de me conhecer, me parabenizou pelo desempenho. Adorei essa resposta positiva e os elogios do Vagner, que me renderam mais 2 confrontos: participar da pré banca examinadora e de sabatinar em uma mesa de negócios, ambas na Unicsul.
Essa brincadeira já foi mais a minha cara, afinal eu estava em casa, lugar onde minha agência se tornou um mito e referência (descobri que a imagem da Versátil permanece viva por lá). Primeiro, enfrentei a galera dos tccs de São Miguel e tive como companheiros de banca o professor Roca (que não é do meu tempo, mas que sabia quem eu era) e o Alexandre Giorgio, que examinou a criação do meu tcc nos tempos de banca de qualificação. E a bancada foi super produtiva, alinhada mais uma vez, alunos que sabem ouvir, argumentar, defender suas idéias. Rolou até convite pra depois da banca irmos ao The Fifties (cliente de uma agência).
Chegou o dia de ir ao campus Analia Franco participar de mais uma banca, melhor, de uma mesa de negócios onde eu era a cliente e tinha que decidir com qual agencia trabalhar. Eu representaria uma profissional de marketing do MBA da Unicsul. E enquanto estava lá acompanhada da Katia, Lara Maria, Giorgio e Brandão (esse merece um capítulo a parte), o Vagner estava na maternidade. Minha irmã mais nova inventou de nascer naquele dia rs. Deu tudo certo, de ambos os lados e percebi o quanto faz falta a presença do Vagner, aí sobrou pra mim kkk, uma pena não ter tido tanto tempo pra sabatinar mais aquele pessoal.
O Brandão é uma figuraça, professor de planejamento. Eu precisava conhecer alguém do gabarito daquele homem, em todos os sentidos, me encantou de verdade. Me senti do lado do Roberto Justus, se este fosse um publicitário ... o cara tem uma presença que sei lá, nem dá pra explicar, ele causa impacto.
Seus argumentos não fez a galera chorar, mas causou um pânico. O bacana é que os alunos não ficavam quietos, tinham argumento pra tudo, ele replicava, eu replicava e a galera mandava a tréplica, poderíamos ficar horas debatendo com os alunos que seria incansável.
Poderia ter sido muito melhor, se não fosse o tempo. O pouco tempo que tive oportunidade de conversar com ele (porque se deixasse, amanheceríamos por lá) foi ótimo para compartilhar idéias, pensamentos e até pra descobrir que ele é casado com uma jornalista que eu ajudava na facul (essa hora foi hilária). Sem contar que ele carrega uma vuvuzela no carro ... agora eu posso dizer que mais bagunceiro que ele eu não conheço. Pensei em alguns nomes, mas ele consegue ser pior. Será perigoso o dia em que o Joubert, o Brandão e eu nos juntarmos pra conversar ... aí não tem quem segure. Bater papo é com a gente mesmo! E sai de baixo rs. Eeeeeee Brandão!!!
Essas atividades foram super produtivas! Encontrar a galera de lá sempre me faz bem e o bacana dessas experiências são a oportunidade do brainstorm, de reconstruir e exercitar conceitos e a percepção do amadurecimento. Conhecer alunos, profissionais da área, fazer network, reencontrar meus mestres. Conhecer o Luiz, o Roca e o Brandão me deu uma baita injeção de ânimo. Reencontrar o Vagner, que talvez me conheça melhor do que o meu próprio pai biológico também foi ótimo. E nessa brincadeira, ampliei também o meu currículo e quando eu entrar na pós graduação, já terei 16h certificadas em atividades.
Só tenho que agradecer o reconhecimento que recebi de todos e até os convites dos alunos por mim sabatinados para adicionar no orkut, facebook, twitter. Trocar essas figurinhas também faz parte do nosso amadurecimento profissional.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Manuscritos III - Externando turbulências

Temporada estranha essa da minha vida. Eu queria, se pudesse, extender muitas coisas que vivi ano passado, que foi o melhor ano desde que me formei.

Na mesma medida que me tornei amarga, permaneci sonhadora, na mesma proporção em que me tornei fria e calculista, continuei enfrentando guerras.
Cá estou no meu mundinho turbulento, projetando muito e realizando pouco ... nossa, como eu envelheci e me cansei de verdade nos últimos seis meses, em todos os ambitos da minha vida. De fato, eu não tenho motivos pra sorrir, não ando reclamando disso, mas muito se perde. E o tempo está passando rápido,algumas respostas estão chegando e continuo a caminhar, sozinha, numa trilha que parece não ter fim, mas que sou obrigada a andar.
E não caminho sozinha a toa, não sou a melhor pessoa pra ninguém. Quando quis ser compreensiva e flexível, imaginando que estes seriam itens que a própria vida jogaria como empecilho para se compartilhar não foi recíproco. Não posso fazer nada, não tenho capacidade de mudar a cabeça de ninguém, e na verdade nem quero, nunca desejei articular a essência de um ser vivo racional e humano, mas sinto falta de humanos de verdade.
Fazendo mais do que posso, enxergando mais do que poderia, quase desistindo e jogando tudo para o alto ... e mesmo assim, cansada de uma luta com cara de perdida, continuo teimosa e persistente. Quem me roubou de mim?
Ás vezes eu acho que eu não existo. Mas isso passa.

domingo, 2 de maio de 2010

Work out !

Já tem quase 1 mês que as coisas viraram literalmente de cabeça pra baixo na empresa. Coisas que eu aguardava, aconteceram. Outras que me intrigavam e me deixam sem paciência estão se concluindo.
O tempo que eu preciso pra mim está chegando. Tenho que ser paciente para espera-lo chegar, abraça-lo e gritar "até que enfim." Vou fazer com que meu cérebro respire e perceba que a minha decisão está tomada e que será melhor assim. Nada mais me prende, nada mais me convence de que ainda existe jeito de decolar em algo que não me permitem e mesmo assim, tem "gente" querendo me mostrar o impossível. Sinceramente, não tenho mais paciência para isso, não sou alguém que começou ontem.
Seguramente modesta, sei que não sou uma profissional de se jogar fora, mas nós devemos valorizar quem nos valoriza. Tem alguém me procurando por aí e este é o momento mais oportuno para me encontrar. Talvez eu tenha demorado (e muito) para chegar nessa conclusão, mas tive meus motivos. Agora não mais!
Quebrei diversos mitos, briguei como nunca tinha feito, discuti como não imaginava ser capaz, decolei em idéias e projetos que não passaram de ilusão ... coisas que foram em vão. A incógnita que cercava as minhas idéias já tem resposta e não é reversível.

Nem gasto mais com isso.