sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A professora e o Poris do sol: segunda parte

Continuando ...

Montamos o grupo de estudos novamente, agora a correria é pior. Detonamos aquela apostila em uma semana e para a nossa surpresa, ela estava cheia de erros ortográficos. Imagine uma apostila de português com erros ortográficos, é de matar. Juro que se ela quisesse e me pagasse bem, revisaria a apostila sem problemas. Quando tem dinheiro envolvido, até o cansaço some. O pior de tudo é que ela dizia que quem digitava a apostila era outra pessoa. Como ela não revisa essa porra antes? O mais marcante deles era uma frase que exemplificava uma coesão que carregava um enunciado semelhante a esse: “uma minininha ...”, ..., nossa, o cúmulo do absurdo. Esse fato me rendeu risadas o mês inteiro e até me relaxou para fazer a prova. Não fiquei de exame dessa vez, mas ela me roubou pontos da mesma forma, mas deu pra passar.Ficamos de férias e voltamos há poucos dias para a velha rotina, onde, como não poderia ser diferente, as saudades dos nossos mestres era muito grande, não víamos a hora de vê – los. Claro, para zoar.A aula daquela baleia estava muito boa pra ser verdade, ela estava explicando as regras do concurso radiofônico que iremos participar e numa de suas entrelinhas, não sei porque cargas d’água aconteceu e começou toda essa historia. Ouço falar sobre o por do sol, até aí, nada de novidade, até que ela, dita e entitulada doutora em língua portuguesa, não sabia responder o plural de por do sol.A sala ficou pasma diante da situação, como uma professora de português não sabe o plural de algo tão peculiar como o por do sol? Foi absurdante para o momento, mas o que pensar não é?Com certeza ninguém pensou que ela é um ser humano (será) para errar e que esse tipo de coisa acontece. Todo mundo quer respostas imediatas, principalmente tratando – se de um professor que, pelo menos, imaginamos que tenha domínio de conteúdo e que a gente paga até pra ouvir palavrões em sala, diante de um sacerdote (meu senhor, onde chegamos? Rogéria Oráculo in memorian ...) Imaginamos agora a Tampa assistindo diversos poris do sol e curtindo uma brisa. Seria muito engraçado presenciar uma baleia casando com o back, ou então cheirando uma branquinha, ou melhor, como ela se exercita somente na água, em terra ela precisa exercitar as habilidades de manusear as coisas, então, pode começar acabando com o matagal da região e fabricar uns verdes pra galera que é chegada. Qualquer dia ela poderia convidar a gente pra fazer a regimental diante dos poris do sol, que isso nos deixaria mais tranqüilos. Só teria um problema nesse rolo todo: agüentaria, senhora Tampa Annaconda, se disséssemos que esquecemos o singular de poris do sol? Será que ela lembraria ou teria que consultar o cara que teve coragem de aprová-la em sua tese de doutorado?Sempre disse que a tendência do português era sofrer drásticas mudanças dando lugar para novos vocábulos que fariam com que os professores precisassem consultar mais os dicionários editados recentemente, mas vemos que os fatos estão sendo mais drásticos do que as mudanças em questão – estamos indo para a faculdade a fim de formar os professores, não nos formar. Estamos pagando para ensinar, não para aprender. Isso significa que estamos formados? Será? Cadê meu diploma? Será que eu o perdi no por do sol?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


** Observações
* Texto original, escrito em 2004, sem cortes,

* o plural de POR DO SOL é PORES DO SOL !! No texto fiz questão de zoar escrevendo PORIS pq a casa já estava zuada, não custava nada terminar de azucrinar com ela hehehehe (ainda mais escrevendo como literalmente a maioria daqueles que conhecem esse vocábulo acabam pronunciando).

* Quem presenciou essa e outras histórias, com certeza deu boas gargalhadas.


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