segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retrô 2012




E aqui começa a saga de tentar descrever o ano mais intenso da minha vida.

2012 começou mal a beça: lembrando da ausência do Benício, sobrinho que não chegou a nascer e do Pedrinho, que poucas horas antes do ano virar, nasceu e se foi. Lembro como se tivesse sido nesta noite, quando recebi a ligação da Dayane, soluçante e desesperada contando o que tinha acontecido. Que final e início de ano mais filho da puta, cheio de lágrimas e dúvidas... que raios teria acontecido naquele parto? Tínhamos a difícil tarefa de fazer com que a dor amenizasse, com muito apoio, distração e orações. Janeiro foi pesado demais, foram dias que jamais se apagarão da minha memória. 
Eu já amava sinceramente esse menino, como se fosse meu sobrinho de sangue (sempre aceitei a ideia de que os filhos dos grandes amigos sempre serão meus sobrinhos) ... olhar essa criança morta, semelhante a mãe foi, no mínimo, chocante. O carinho que recebi foi o que me fortificou para ajudar as 2 famílias. E recebi de gente que, sinceramente, não esperava.
Por mais que tenha sido dolorido, janeiro terminou com um pique bem atípico. Estava me preparando fisicamente para a última batalha da pós graduação e mentalmente para acionar as decisões mais insanas (para os outros) e ao mesmo tempo, as mais acertivas.

Em fevereiro liguei o foda-se (conhece esse botão?) e dei alguns tiros ... primeiro aceitei acordar com 27 anos (isso pra mim foi o fim da picada, mas fazer o que né?), depois que saí da cama ganhei presentes e fui pra casa de uma amiga (da mesma família da história que contei a pouco) comemorar a velhice. Ela fez o favor de marcar o churrasco de aniversário dela (que é 3 dias antes do meu) e pra não me afrontar tanto, fez um bolo maior!! Minha amiga é linda!!
Ganhei uma festa na faculdade também, minha turma era sensacional. E fevereiro seguiu na maior felicidade e com coisas novas, desde tomar uma suspensão no trabalho a realizar desejos que eu guardava a 7 chaves, há 7 anos. Aconteceram coisas que até Deus duvidaria que eu fiz.
Dias antes do meu aniversário, o *desejo me procurou  (*desejo = moreno alto, lindo, jornalista que conheci em 2005, enquanto eramos universitários e eu trabalhava naquele antro). Esse ser era o desejo de muitas mulheres que frequentavam os corredores do bloco A, inclusive o meu. Me formei 1 ano antes, mas lembro que fui a colação de grau da turma dele, pois tinha vários amigos naquela turma. Seria besteira da minha parte ir até lá exclusivamente para ve-lo, afinal o orkut servia pra isso e fui para a tal festa acompanhada.
Um dia o jornalista me procurou... conversa vai, vem e chega onde eu não imaginaria: as pessoas realmente não tem coragem de praticar a ousadia. Foi o que aconteceu naquela época. Ele me contava coisas que eu sabia que eram verdade, coisas daquele tempo. A merda foi que nenhum de nós tomou a iniciativa de dizer o que se queria. Pudera, eu jamais imaginaria que era recíproco, que eu teria essa "sorte". Modéstia a parte, é muita areia para o meu caminhão.
Só que dessa vez não perdemos tempo de novo, tivemos que regularizar a situação: uma noite eu estava na aula e ele fez a surpresa: foi me visitar.
Foi o melhor devaneio da minha vida. Viveria de novo e quantas vezes eu pudesse, do mesmo jeito e com o mesmo jornalista, dono da boca mais perfeita do mundo.E só. E mais ninguém.

Voltando pra Terra, essa história tem um adendo: no final de 2011 conheci a melhor encrenca da minha vida - e chamo de encrenca, porque é uma encrenca mesmo, das boas e das grandes!!
Era um sábado qualquer, desses que a gente não tem vontade de fazer nada com menos ainda. Que vamos trabalhar, porque temos que trabalhar. Uma manhã dessas, que o tempo muda a todo instante, em final de ano, todos sonhando com o próximo feriado... Aí, num instante qualquer desse dia que estava chato, ambiente vazio e com a necessidade de usar um PC, tivemos o primeiro contato (é tudo culpa da Andreia rs).
Pensar que um endereço de rede nos aproximou é de gargalhar por horas, mas não tantas quanto já gargalhamos nesse tempo. O que nos separava naquele dia eram 3 mesas e o que nos aproximou foi a sua ousadia. De lá pra cá já passou um ano, onde vivemos uma série de coisas e entramos um na vida do outro. Quem diria que chegaria a esse nível?
Me pergunto até hoje o que eu vejo em alguém que é tão diferente, tão torto, o meu oposto?
JURO, eu não sei responder o que me prende... já rolaram mancadas feias, mas sempre tem algo que mais tarde recompensa. É coisa de gente doida, não faz sentido porque não é soldado. Não sei explicar a intensidade do processo, da ousadia do primeiro encontro (de verdade, fora de campo) ao pedido de "casamento" (sim, ele me pediu em casamento 2 vezes, mas muita calma nessa hora).  
Por ele, estaríamos morando juntos desde junho, mas as coisas não acontecem tão rápido. Tem muita coisa em jogo aqui e sinceramente, seria burrice da minha parte aceitar de imediato ... algumas coisas na vida dele devem ser priorizadas antes de juntar as escovas de dentes (seja comigo ou outra pessoa), não pagarei um preço que eu sei que não preciso pagar (mesmo querendo fugir de algumas coisas reais, mas entrar na realidade dele não é a melhor válvula de escape agora).
Isso não significa que não gosto do ser humano em questão a ponto de arriscar, mas é uma maneira bem racional de encarar coisas, sem que ninguém seja prejudicado. Eu sou uma louca ponderada, porque me bastaria o "sim" e só. Ainda não tenho motivos para me arrepender de não ter aceito e fiquei feliz em perceber que de alguma maneira ele entendeu e percebeu que a vida dele não é o jardim que ele pensa que é. Mas não descarto.
Um dia cheguei cansada de tudo na empresa e pedi as contas. Antes disso, pensei e calculei muito, mesmo correndo o risco de não conseguir mais nada durante o ano. Isso foi em Março ... a galera pirou quando eu disse "assinei a carta de alforria". Foi uma das melhores coisas que fiz por mim. 
Reencontrei meus grandes amigos, Cynthia e Wilian.
O tempo passou e em abril meu sobrinho mais velho nasceu - Leonardo, meu pequeno são paulino, filho do meu amigo irmão Eduardo.
Descansei algum tempo, mas corri muito na batalha para terminar minha monografia. Defender um tema que ainda não tem literatura e estudos reconhecidos não é tarefa das mais fáceis, contudo torna-se nobre quando bem sucedida. Nessa loucura toda, trabalhei como freelancer nos escritórios da Editora Globo e do Banco Santander, até chegar o dia da forca.
Um pouco antes, o ciclo que eu mais desejava findar se concretizou: meus pais se separaram de verdade, em agosto. Mamãe comprou um apartamento em Guarulhos e foi morar feliz e contente, com seus anseios e expectativas.  
Não sei descrever o que aconteceu no dia da defesa, só sei que falei como uma gralha, lucrei mais do que imaginava e acumulei tensão nas pernas (sem contar que, por conta da tensão, não conseguia tirar minhas pernas do lugar ... lembrando que estava usando um saltinho de 12 cm - meu orientador é alto hehehe). E nesse feito, jamais posso deixar de citar meu "pai de profissão", um amigo daqueles que é pra vida toda, sou suspeita de falar sobre o Vagner. Mais que mestre e orientador, foi um grande parceiro de trabalho, de conversas, caronas, confissões, lágrimas, risadas, um paizão.

Vi coisas que me fizeram crer que o mundo acabaria: a Hebe, Chico Anysio e Niemeyer morreram, o curintia ganhou a libertadores e o mundial de clubes, o tricolor ganhou a copa sul americana, o Lucas foi vendido (agora eu tenho um motivo pra ir até a França) alguns amigos casaram. Sei não hein ...
Obama foi reeleito,
O Mato Grosso do Sul nunca mais foi o mesmo depois da nossa invasão - viagem de louco pra nunca mais kkk,
Ganhei meu segundo prêmio internacional de excelência, outro de melhor webmaster (esse eu até tropecei porque achei demais pra mim, não entendo tanto disso), me tornei vice presidente de clube, assessora distrital, diretora, webwritter, especialista (pelo menos no certificado rs) e professora.
Ouvi confissões que me fizeram ter certeza que se essas mesmas pessoas tivessem me contado esse conteúdo na época dos fatos, minha vida provavelmente seria muito diferente. Fiquei feliz com algumas e me irritei com outras. Faz parte.
Gargalhei mais do que chorei, acertei mais do que errei. Arrisquei muito, quase tudo e não me arrependo de nada. A única coisa que faltou foi reencontrar algumas pessoas, no mais, saio desse ano com o saldo super positivo.
Encerro 2012 ganhando outro sobrinho - Pedro Gabriel, que está com 5 dias de vida, coisinha mais linda!

Feliz por tudo que aconteceu nesse ano que foi violento em sensações. Só desejo um novo ano excepcional, ao som de um bom rock, apreciando um whisky, em Foz do Iguaçu!

Um comentário:

Marisa disse...

Uowwwwwwww...... Não tinha lido este post mulher!!!!! Um 2013 glorioso pra vc!!!!!