domingo, 24 de outubro de 2010

Manuscritos VII - Despedidas

"Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Aqui passei os melhores anos de minha vida, fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre. Por isso tenho que comemorar!
Esse é um momento especial! É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos mas, felizmente, por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.
Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui".

 
Existe um clichê super batido mas verdadeiro, que diz "a vida é feita de momentos" ... vivemos de fases, ciclos e assim como tudo na vida, tudo que um dia começa, um dia termina.
Despedidas são sempre chatas né? Mas são normais, necessárias. Todos os dias o ciclo de alguém termina em algum lugar: seja um curso concluído, a mudança de um setor ou emprego, a despedida dos colegas de trabalho, de classe, do chefe, de alguém que foi desta para uma melhor (ou não), alguém que viajou para o exterior ... são inúmeras as experiências.
Ás vezes quem se despede é a nossa propria vida que se leva. Nos despedimos do 1º emprego, da escola, da faculdade, das pessoas que por algum tempo nos fizeram bem, ensinaram e que pudemos também ensinar. Todos enfrentamos ciclos e um dia, por força maior ou circunstância de fatos, mudamos.
Estou em clima de despedida ... de muitas coisas, muitas pessoas. Uma fase que está terminando e que dou graças aos céus pela liberdade desta. Da mesma forma que minha vida virou literalmente de cabeça pra baixo há quase 3 anos, muito do que aconteceu eu não projetei, foi circuntância dos fatos, agora querendo eu o farei novamente. Aquele foi o início de um ciclo depois de viver o que considerei o pior ano da minha vida e posso dizer que nesse período envelheci muito. Agora que estou próxima a entrar no 2º quarto do meu relógio vital, junto com ele darei adeus as coisas e as pessoas que não fazem mais sentido andar comigo. Sutilmente deixei as coisas acontecerem e passarem, deixei aqueles que verdadeiramente amei (ou amo) viverem livres e do jeito que bem entenderam e comecei a dar forma nas coisas que projetei. Já é hora de inverter alguns processos e criar asas para alcançar outros.


É hora do tudo novo, de novo.


Me cansei de muita coisa, principalmente de muita gente. Jogarei muita coisa (quase tudo) para o alto, mas não estou nem aí. Pode ser que muitos se surpreendam com as minhas atitudes, outros como sempre me chamarão de inexperiente ou insensata, mas se alguém nessa história tiver que quebrar a cara, que quebre. Não é tão simples assim, mas necessário. E como eu já digo há muito tempo por aí "quero mais é que o mundo se foda, que muita gente se exploda e que sigam-me os bons."
"Estou indo pra Brasília, nesse país lugar melhor não há."

Um comentário:

Sr. Lemes disse...

Caramba! gostei deste seu Post! me identifico com sua "fase". Si de fato é hora de reciclar as ideias ou deleta-las de vez...

Continue neste caminho!