É estranha essa sensação,
ás vezes parece que tenho tudo em minhas mãos, em outras que já não tenho mais,
tem horas que não sei se estou em pé ou se o chão ainda existe,
outras ainda que estou em êxtase, mas logo troco de cenário.
Ás vezes estou em meio a multidão, outras em total solidão.
Vivo entre o céu e o inferno,
o sol e a treva,
entre o bem e o mal.
Já perdi as contas de quantas vezes apanhei, bati, levei pedradas e atirei também. Só sei que estou caleijada ... o corpo que tenho, a casca é de uma mulher e o organismo ainda é daquela criança debilitada, cheia de crises e que duvidava, sempre calada, se sobreviveria muito tempo.
Ao mesmo tempo em que me sinto segura, estou perdidaça, sem norte ... e continuo a caminhar, sozinha.
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