Começa aqui a série de relatos das lamentações de Lady Enay, alguém que vive todos os sentimentos a flor da pele.
Primeira Parte: Solidão? Talvez
São Paulo, algum dia do mês de Maio de 2008
"Naquele final de semana ensolarado, andando pelo centro da cidade, jamais imaginaria que minha vida sofreria uma volta de 360 graus, volta completa. A partir dali, sofreria também uma metamorfose, onde até hoje não sei qual é o seu final.
Engraçado que, aquela paisagem me fazia deter todos os sentimentos possíveis. Era como se eu vivesse as quatro estações do ano ao mesmo tempo. A paisagem alta, vistosa e que me chamava a atenção inicialmente por ter uma conversa muito bem articulada (sim, essa paisagem fala e muito bem), me deixou a ver navios, quando imaginei que estaria salva na praia. Tudo estava muito bem, um relacionamento que alcançava a fase da perfeição e tamanha era a sua intensidade, que nem em pensamento deixava de vibrar, algo que poderia ser súbito e duradouro, mas não permaneceu assim.
Tal como uma lady que sou, não deveria, jamais, me deixar abalar por fatos infames e mal resolvidos. Passado, passou, acabou, virou a página. O furacão passou e deixou rastros que ainda não acabaram, feridas que não cicatrizaram. Deixou uma cratera em um músculo que não se reconstitui ... deixou uma ferida no psicológico, uma fratura na alma."
Lady Enay sabia que poderia passar por isso e mesmo assim quis arriscar, ela não tinha o que perder. O que ela não imaginava, é que realmente sairia derrotada desse conto de fadas.
Seu castelo virou farelo quando soube que seu príncipe tinha um plano mirabolante para tentar resgatar o passado. Passado este que ela não faz parte. O choque foi grande e trouxe como consequencia a instabilidade emocional, provocando surtos de loucura, choro, raiva, gula e tristeza. A mimosa ressurgiu no pedaço!!! Era só o que nos faltava. A mesma megera, que acabou com a vida do príncipe encantado enquanto ele ainda não pertencia a Lady, foi a mesma quem a roubou de seus braços. Ato ilícito e imaturo de duas pessoas que não sabem o que querem da vida.
Aparentemente, Lady entra para o hall das deprimidas indefesas. Com quem se consolar, se ela não poderia contar para ninguém o que aconteceu? Enforcaria-se em uma armadilha na árvore ou seria degolada por uma guilhotina? Pelo que sei, ela nunca viveu tantas emoções ao mesmo tempo, a ponto de todas estas serem dedicadas ao mesmo ídolo.
Pois é Lady Enay ... você se tornou uma mulher vulnerável aos seus sentimentos e não pode deixar que esta doença tome conta de todo o seu ser. Lembre-se que o poder de se libertar dessa fase está em suas mãos e que ninguém mais, além de você mesma, tem que tomar a atitude correta e deixar a vida te levar. "Neste mês poderíamos comemorar a nossa vivência, mas você colocou tudo a perder. Este mês era importante para nós e agora tornou-se apenas mais um mês que carregará consigo a dor da perca de alguém que se quer bem. E sofrer assim, chega, não quero mais."
Amado
Vanessa da Matta
Como pode ser
gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós
gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado
e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado
e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
*** continua ...
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