Para começar bem os posts desse ano.
Por Arnaldo Jabour
O mais difícil é ajudar em silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar...
A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência.
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo? O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'.
Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Smurf Mídia Retrô 2010
A última edição desta 1ª década do século XXI.
Esse ano foi bem atípico ... diferente e no fundo, muito legal.
Eu disse que em 2010 eu tocaria o terror e fiz as coisas do meu jeito. Trabalhei muito dentro e fora da empresa, viajei, fui reconhecida, aprontei, respirei, sufoquei, respirei de novo, causei, criei instabilidade na vida de gente invejosa e agora, estou por aí.
Engine 2.5
Esse ano meu relógio vital completou o 1º quarto da volta que ele tem que dar (tô envelhecendo rs). Foi bacana perceber que eu consegui cumprir com a maioria dos planos que eu tinha há 10 anos atrás. Tudo o que eu vivi só me fez perceber o quanto amadureci. Na verdade, eu envelheci muito também (racionalmente falando). Tive que me adaptar com a ausência daqueles que eu desejei estar perto, com os conflitos, engolir sapos, suportar dores insuportáveis, contudo, dei a volta por cima na maioria dos itens que citei aqui. Existem coisas na vida que é melhor deixar o tempo trabalhar sozinho.
Sem dúvidas, fui mais seletiva do que nunca em toda oportunidade que apareceu, seja lá do que fosse. Meu motor 2.5 trabalhou como nunca, esbravejou como nunca, extremamente otimista e racional.
Já em casa não posso fazer nada além de esperar. Minha mãe finalmente decidiu abrir um processo para se separar judicialmente do meu pai. O que me deixa feliz não é ato em si, mas a decisão. Ela precisava colocar um ponto final em algo que a incomodava há tempos, então apoio.
Fiquei super irritada com as coisas que aconteceram entre eles, mas não opino mais. Minha vida particular já anda bem acelerada para me preocupar com isso.
Muita gente quis que eu enxergasse o tamanho da mulher que eu sou: incentivo de todos os lados também foram determinantes e causaram reforço na minha segurança. Algumas vezes não me reconheci em atitudes, mas todas estas trouxeram bons resultados.
Reforcei amizades, reencontrei amigos e conheci gente interessante. Bloguei muito pouco e não atualizei com frequência as minhas redes, mas por pura falta de tempo. Meu Twitter chegou aos 156 seguidores, a meta são 200 até Fevereiro.
Não fiz questão de ir a baladas, mas sim curtir coisas mais lights e bem menores. Não vi o tricolor paulista ser campeão, mas fiquei mais feliz em ver que o Corinthians continua "centernada". Também não consegui ver os shows do Bon Jovi e do Paul McCartney.
Vi a Dilma ser eleita presidente, o Brasil perder a copa, a tecnologia se tornar um elemento essencial de sobrevivência, brinquei com o IPad, com o MacBook,com o IPhone, twittei bastante e o Wickleaks era o canal que o mundo esperava existir para descobrir os podres da política mundial.
Cara, o Silvio Santos faliu, a Hebe saiu do SBT e o Tiririca eleito deputado federal- FIM DOS TEMPOS!!
Ainda fico indignada ao perceber que tem gente que acha que ainda sou uma garotinha ao invés de uma mulher que precisa e busca estabilidade em todos os âmbitos. Está na hora né? Afinal, o ano muda, o meu relógio pessoal muda praticamente junto e o meu prazo está acabando.
Ah, não esquecendo que o meu super ego foi muito bem alimentado, obrigada. Apesar de ter me envolvido com duas pessoas, mas não efetivamente, isso não me fez falta como imaginava. Tenho amigos que me colocam com frequência em um pedestal sem que eu precise falar. Me surpreendi com alguns ouvindo coisas que jamais esperava (deles rs).
Promoção na Oi? Só a minha!
Eu disse que um dia eu ainda provaria quem mandava naquele lugar. Há 6 meses o ar estava intragável na Oi, não dava mais. Cheguei a pedir demissão 2 vezes e ninguém cedeu. Pensei "já que quer assim, agora me aguenta." Eu avisei que seria a pedra no sapato de alguns ... e o sapato apertou tanto, que a dor demorou pra passar e se acostumaram. Um dia, em meio a uma briga excepcional que o gerente assistiu de camarote, as coisas mudaram e me tornei analista de relacionamento VIP. Demorou, mas chegou um mérito.
Vem dando certo e alcancei a tranquilidade que precisava no trabalho. Mas quero mais, muito mais. Networking a cada dia que passa está melhor e essa ascenção já era esperada por mim e por muita gente.
A publicitária - tempos de reconhecimento.
Uma das coisas que mais me deixou feliz neste ano foi ser convidada para bancas de avaliação de tcc. Poxa, que desafio bacana, me senti importante. Os convites vieram do meu eterno mestre Vagner. Participei de uma banca na Unicid e em 3 pré bancas na Unicsul sendo que estas, além de me darem a oportunidade de reencontrar meus mestres e amigos, conheci vários alunos e profissionais da área e isso me rendeu uma proposta que deve se concretizar, quem sabe, em 2011. Reencontrei o Marcos depois de tantos anos conversando apenas pela internet, conheci o Roca, o Brandão (prof de planejamento dos sonhos), e o Fabio (da Unicid), reencontrei uma galera que se formou 1 ano depois de mim e fiz amizade com gente que ainda passará pela banca em 2011.
O melhor de tudo isso, foi o feedback que recebi dos profs sobre o meu desempenho com avaliadora: fiquei imensamente feliz e recebi reconhecimento como publicitária que sou. Reconhecimento este que todo profissional deseja e que ainda terei e busco de outras formas.
O LEO Penha
Este vai de vento em popa. Fizemos campanhas bem sucedidas, viajamos para Águas de Lindóia, Divinópolis (nessa eu não fui rs), Praia Grande, Guarujá, Tatuí, Jundiaí e por aí vai. Entre tantas atividades, ganhamos um prêmio de excelência em atividades, oferecido pelo LIONS Clube Internacional, melhor boletim (onde eu sou redatora chefe e revisora de conteúdo), entre outros. Eu ganhei o prêmio LEO 100%, o reconhecimento como melhor secretária de clube e nomeada secretária do Distrito LC2. Fui incumbida de coordenar o processo de produção da próxima conferência de LEOS que será em Julho/11 em São Paulo
e coordenar a comunicação do evento. Ou seja, haja trabalho.
Sei que 2010 era o ano em que eu buscava mudanças e apostava nelas. É um ano que não me deixa saudades, mas a certeza de que acertei mais do que errei e que saio dele bem resolvida. 2011 será o ano de resoluções: tudo que desenhei em uma planta será edificado. Muito do que quis e planejei em 2010 terei que deixar para outro momento, outro ano ... terei que "abandonar" algumas pessoas, muitas destas não entenderão á priori minha atitude, mas é necessário.
Estou a ponto de tornar realidade coisas que luto há anos alcançar e não troco isso por nada. A hora é agora!!!
Com saudades dos amigos que conquistei por onde passei durante esses 25 anos.
Feliz 2011 everybody !!! Mais um ano e uma nova década chegando, rumo ao sucesso!!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Manuscritos X - Para não passar em branco
"Existe algo mais importante que a lógica: a imaginação. Se a idéia é boa, a lógica deve ser jogada pela janela."
Entre todas as loucuras que poderia fazer, aquela talvez tenha sido a melhor delas (ou não). Com certeza irei para o inferno mais cedo, essa não tem salvação. Já foi.
Entre todas as loucuras que poderia fazer, aquela talvez tenha sido a melhor delas (ou não). Com certeza irei para o inferno mais cedo, essa não tem salvação. Já foi.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Manuscritos IX - Confissões literais
Sem dúvidas escreveram esse texto pra mim. É como se fosse uma confissão literal, muito bom. Adotei como se fosse um "auto-retrato manuscrito".
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que ás vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ...Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? eu adoro VOAR!
O escondido pra mim é bem melhor e o perigoso é divertido. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Também sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, voracidade e falta de ar... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando as costas, o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem paz pra minha vida. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Kathlen Heloise Pfiffer
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que ás vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ...Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? eu adoro VOAR!
O escondido pra mim é bem melhor e o perigoso é divertido. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Também sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, voracidade e falta de ar... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando as costas, o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem paz pra minha vida. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Kathlen Heloise Pfiffer
domingo, 28 de novembro de 2010
Manuscritos VIII - Onde está o controle remoto?
** A série "Manuscritos" está acabando. Faltam dois textos. **
Controle
Smurfmídia - CONTROLE-SE!
Seus medos,
sua raiva,
seu mau humor,
sua sua cara feia,
sua falta de paciência,
seu peso,
sua indisposição,
a gula,
seus instintos.
Controle tambem seus risos,
seu bom humor,
suas expectativas,
sua generosidade,
suas palhaçadas,
seu astral,
suas vontades,
sua conta corrente,
seu cartão de credito,
suas compras,
a saudade,
seu amor,
os pensamentos,
sua vontade de jogar tudo pro alto,
e controle tambem seu desejos até mesmo os mais incontroláveis."
Controle
Smurfmídia - CONTROLE-SE!
Seus medos,
sua raiva,
seu mau humor,
sua sua cara feia,
sua falta de paciência,
seu peso,
sua indisposição,
a gula,
seus instintos.
Controle tambem seus risos,
seu bom humor,
suas expectativas,
sua generosidade,
suas palhaçadas,
seu astral,
suas vontades,
sua conta corrente,
seu cartão de credito,
suas compras,
a saudade,
seu amor,
os pensamentos,
sua vontade de jogar tudo pro alto,
e controle tambem seu desejos até mesmo os mais incontroláveis."
domingo, 24 de outubro de 2010
Manuscritos VII - Despedidas
"Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Aqui passei os melhores anos de minha vida, fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre. Por isso tenho que comemorar!
Esse é um momento especial! É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos mas, felizmente, por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.
Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui".
Existe um clichê super batido mas verdadeiro, que diz "a vida é feita de momentos" ... vivemos de fases, ciclos e assim como tudo na vida, tudo que um dia começa, um dia termina.
Despedidas são sempre chatas né? Mas são normais, necessárias. Todos os dias o ciclo de alguém termina em algum lugar: seja um curso concluído, a mudança de um setor ou emprego, a despedida dos colegas de trabalho, de classe, do chefe, de alguém que foi desta para uma melhor (ou não), alguém que viajou para o exterior ... são inúmeras as experiências.
Ás vezes quem se despede é a nossa propria vida que se leva. Nos despedimos do 1º emprego, da escola, da faculdade, das pessoas que por algum tempo nos fizeram bem, ensinaram e que pudemos também ensinar. Todos enfrentamos ciclos e um dia, por força maior ou circunstância de fatos, mudamos.
Estou em clima de despedida ... de muitas coisas, muitas pessoas. Uma fase que está terminando e que dou graças aos céus pela liberdade desta. Da mesma forma que minha vida virou literalmente de cabeça pra baixo há quase 3 anos, muito do que aconteceu eu não projetei, foi circuntância dos fatos, agora querendo eu o farei novamente. Aquele foi o início de um ciclo depois de viver o que considerei o pior ano da minha vida e posso dizer que nesse período envelheci muito. Agora que estou próxima a entrar no 2º quarto do meu relógio vital, junto com ele darei adeus as coisas e as pessoas que não fazem mais sentido andar comigo. Sutilmente deixei as coisas acontecerem e passarem, deixei aqueles que verdadeiramente amei (ou amo) viverem livres e do jeito que bem entenderam e comecei a dar forma nas coisas que projetei. Já é hora de inverter alguns processos e criar asas para alcançar outros.
É hora do tudo novo, de novo.
Me cansei de muita coisa, principalmente de muita gente. Jogarei muita coisa (quase tudo) para o alto, mas não estou nem aí. Pode ser que muitos se surpreendam com as minhas atitudes, outros como sempre me chamarão de inexperiente ou insensata, mas se alguém nessa história tiver que quebrar a cara, que quebre. Não é tão simples assim, mas necessário. E como eu já digo há muito tempo por aí "quero mais é que o mundo se foda, que muita gente se exploda e que sigam-me os bons."
"Estou indo pra Brasília, nesse país lugar melhor não há."
Esse é um momento especial! É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos mas, felizmente, por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.
Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui".
Existe um clichê super batido mas verdadeiro, que diz "a vida é feita de momentos" ... vivemos de fases, ciclos e assim como tudo na vida, tudo que um dia começa, um dia termina.
Despedidas são sempre chatas né? Mas são normais, necessárias. Todos os dias o ciclo de alguém termina em algum lugar: seja um curso concluído, a mudança de um setor ou emprego, a despedida dos colegas de trabalho, de classe, do chefe, de alguém que foi desta para uma melhor (ou não), alguém que viajou para o exterior ... são inúmeras as experiências.
Ás vezes quem se despede é a nossa propria vida que se leva. Nos despedimos do 1º emprego, da escola, da faculdade, das pessoas que por algum tempo nos fizeram bem, ensinaram e que pudemos também ensinar. Todos enfrentamos ciclos e um dia, por força maior ou circunstância de fatos, mudamos.
Estou em clima de despedida ... de muitas coisas, muitas pessoas. Uma fase que está terminando e que dou graças aos céus pela liberdade desta. Da mesma forma que minha vida virou literalmente de cabeça pra baixo há quase 3 anos, muito do que aconteceu eu não projetei, foi circuntância dos fatos, agora querendo eu o farei novamente. Aquele foi o início de um ciclo depois de viver o que considerei o pior ano da minha vida e posso dizer que nesse período envelheci muito. Agora que estou próxima a entrar no 2º quarto do meu relógio vital, junto com ele darei adeus as coisas e as pessoas que não fazem mais sentido andar comigo. Sutilmente deixei as coisas acontecerem e passarem, deixei aqueles que verdadeiramente amei (ou amo) viverem livres e do jeito que bem entenderam e comecei a dar forma nas coisas que projetei. Já é hora de inverter alguns processos e criar asas para alcançar outros.
É hora do tudo novo, de novo.
Me cansei de muita coisa, principalmente de muita gente. Jogarei muita coisa (quase tudo) para o alto, mas não estou nem aí. Pode ser que muitos se surpreendam com as minhas atitudes, outros como sempre me chamarão de inexperiente ou insensata, mas se alguém nessa história tiver que quebrar a cara, que quebre. Não é tão simples assim, mas necessário. E como eu já digo há muito tempo por aí "quero mais é que o mundo se foda, que muita gente se exploda e que sigam-me os bons."
"Estou indo pra Brasília, nesse país lugar melhor não há."
domingo, 12 de setembro de 2010
Invictus
Da noite que me cobre,
Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta.
Além, deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E, contudo a ameaça dos anos me
Encontra e encontrar-me-á, sem temor.
Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o caminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma”.
William Ernest Henley
Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta.
Além, deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E, contudo a ameaça dos anos me
Encontra e encontrar-me-á, sem temor.
Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o caminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma”.
William Ernest Henley
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