2008 chega ao fim levando boa parte de mim. Este ano pude viver, literalmente todas as emoções possíveis e imagináveis (tá bem, quase todas) que poderia acontecer. Logo em seu início, estava trabalhando, conhecendo pessoas, fazendo novas amizades e conquistei 2 pessoas que foram fundamentais para que eu sobrevivesse no trabalho - Kelly e Danilo - que falta sinto de vcs. Nós trabalhavamos direitinho, sempre de bom humor, ou quando alguém estava com problemas sempre davamos um jeito para apaziguar a situação. Lembro das cantorias dentro do trabalho, nas ruas da Lapa, na estação de trem ... esse era o trio dinâmico, que tinha também alguns aliados. Essa impressão um tanto quanto "popular", incomodou e a nossa chefe começou a "causar na nossa", principalmente comigo. Nem descreverei os motivos, porque não vale a pena lembrar. O que vale aqui, é que essa "tregua" eu ganhei sem esforço algum.
Os dias passaram e a amizade desse trio ficou mais intensa, até que chegou o dia em que tivemos que nos separar: primeiro o Danilo pediu demissão, em seguida fui remanejada de setor ... parece que a minha vida lá dentro não andaria sem a companhia desse pessoal e aparentemente, o processo de readaptação seria lento. E para meu espanto, foi lento.
Não esquecendo nessas entrelinhas que tive o melhor aniversário dos últimos tempos - véspera de carnaval, folga no trabalho, os telefonemas, recados, as visitas que recebi e os momentos que passei ao lado de pessoas especiais. Ao lado de alguém em especial.
Aos poucos, me tornei uma mulher saudosista, que sempre ao sair da empresa, só faltava cair em lágrimas porque não tinha mais companhia até o metrô Sé, fiquei mal acostumada (fiquei estranha). Estava começando o período mais complicado do ano: ficava chateada com facilidade, a saúde financeira da casa entrando em decadência, a saúde dos meus pais indo a falência, mudei para a Oi sem querer, me afastei de muita gente. No entando, conheci pessoas bacanas na Oi e estou sobrevivendo por lá.
Com tudo isso me assombrando, tive que criar um escudo natural para rir de tudo isso, mas o que mais me incomodava era trabalhar no mesmo lugar onde o conheci, sair de lá sozinha e "fingir" que era uma bobagem da minha cabeça. Os meus sentimentos realmente me enganaram.
O ano foi passando, trabalhando bastante, os sentimentos crescendo ate que fiquei frustada com alguém, e como os antigos diziam, "as vezes as coisas aparecem de onde menos imaginamos", também não descreverei o que aconteceu porque já passei esse assunto a limpo com o protagonista. Este fato foi o estopim para que desencadeasse um transtorno de ansiedade (diagnosticado clinicamente). Claro que, não somente este fato me deixou depressiva, foi um conjunto de fatos... e sinceramente, não imaginava que logo eu, precisaria de tratamento médico para não enlouquecer. Nessa turbulência, viajei para praia com alguns amigos para respirar e renovar as energias. Fazia tempo que não colocava a conversa em dia com minha melhor amiga.
Voltando ao mundo normal, fiz um tratamento de choque e me tornei uma mulher sem razão: dava risada a toa, vivia de bem com vida, não sentia nem vontade de comer, mas estava anestesiada, feliz e suportei essa condição durante algum tempo. Suportei até quando não dava mais para esconder que sentia falta de certo alguém, que por conta do tempo, mal tinhamos contato presencial, salvo a tecnologia que quase sempre está ao nosso favor. Nesse período quase subi de cargo na empresa. Quanta chateação para uma mulher em tão pouco tempo, mas pensando bem, foi melhor assim, subir de cargo naquela hora não seria bom negócio pra mim.
É claro que almejava e já tinha uma série de planos, caso isso vingasse, mas não deu certo, não dessa vez. E foi melhor assim, porque hoje estou mais agressiva em relação a meu âmbito profissional e me contentei com tranquilidade com essa derrota.
Agora era hora de voltar ao meu mundo real, aquele que insistentemente tentei mudar por teimosia, aquele que deveria ter ar puro e tranquilidade para que eu encarasse os fatos com mais cautela e rigor. Já que a anestesia estava acabando, tive que me contentar (de novo) com o que tinha ao meu alcance - a minha paciência, que já não anda tão astuta como antes. É ... fui ao cinema com mais frequência, fui a praia ... fui ao MORUMBI !!! Minha casa é um máximo. Assisti um jogo histórico, onde o tricolor poderia ter sido hexacampeão, mas já que não foi assim, tudo bem. Empatamos com o tal do Fluminense (ô timinho chinfrim aquele, apesar de que eles tem uma ótima zaga. Mas não são nada perto de nós). Não esquecendo que neste assunto, foi maravilhoso ver o curintia perder a copa do Brasil para o Sport e o Florminense perdeu a Libertadores da América. Campeonato é assim mesmo, se o São Paulo não ganha, nenhum brasileiro ganha. E tenho dito!!!
Por fim, chega o final do ano, mega acelerado e sem tempo para fazer pequenas coisas (e necessárias) o trabalho me consumiu e sugou minhas energias, pelo menos tive resultados que me surpreenderam. Contudo, consegui reencontrar meus amigos e não pude viajar porque não tive férias coletivas ... faz parte. Algumas coisas poluiram a minha mente, como retornar ao convento (aqui eu explico: para quem não sabe, "quase" fui para o convento porque acreditava que seria certo para mim, mas descobri a tempo que não tinha vocação), queria mudar de hábito, dormir em sono profundo e não voltar mais, fugir para a passárgada.
Ah ... mamãe aposentou (socoooorrroooo) ... papai terá férias prolongadas (socooooorrooo de novo), afinal, mamãe aposentada + papai de férias = eu surtada!!!
Mas, porem, contudo, todavia, entretanto estou aqui, firme e forte para mais uma maratona, depois de um natal com o naipe de "virada cultural".
Joguei fora os momentos amargos, rancorosos e tristes que passei, objetos que não queria mais em meus armários, mandei tudo para o espaço. Guardei os momentos raros de felicidade com os amigos, o hexacampeonato do tricolor paulista e as memórias dos momentos que estive ao lado de quem amo verdadeiramente. Tudo o que eu tinha para desabafar, desabafei. E estou 4 kilos menos gorda uhuuuuu!!!
Só quero que em 2009 seja O ANO para quem o merecer e tenho esperanças de que seja o ano onde finalmente minha vida terá rumo certo, ao lado de quem eu quero e daqueles que me queiram bem também.
Feliz 2009
Em breve, novidades.
Os dias passaram e a amizade desse trio ficou mais intensa, até que chegou o dia em que tivemos que nos separar: primeiro o Danilo pediu demissão, em seguida fui remanejada de setor ... parece que a minha vida lá dentro não andaria sem a companhia desse pessoal e aparentemente, o processo de readaptação seria lento. E para meu espanto, foi lento.
Não esquecendo nessas entrelinhas que tive o melhor aniversário dos últimos tempos - véspera de carnaval, folga no trabalho, os telefonemas, recados, as visitas que recebi e os momentos que passei ao lado de pessoas especiais. Ao lado de alguém em especial.
Aos poucos, me tornei uma mulher saudosista, que sempre ao sair da empresa, só faltava cair em lágrimas porque não tinha mais companhia até o metrô Sé, fiquei mal acostumada (fiquei estranha). Estava começando o período mais complicado do ano: ficava chateada com facilidade, a saúde financeira da casa entrando em decadência, a saúde dos meus pais indo a falência, mudei para a Oi sem querer, me afastei de muita gente. No entando, conheci pessoas bacanas na Oi e estou sobrevivendo por lá.
Com tudo isso me assombrando, tive que criar um escudo natural para rir de tudo isso, mas o que mais me incomodava era trabalhar no mesmo lugar onde o conheci, sair de lá sozinha e "fingir" que era uma bobagem da minha cabeça. Os meus sentimentos realmente me enganaram.
O ano foi passando, trabalhando bastante, os sentimentos crescendo ate que fiquei frustada com alguém, e como os antigos diziam, "as vezes as coisas aparecem de onde menos imaginamos", também não descreverei o que aconteceu porque já passei esse assunto a limpo com o protagonista. Este fato foi o estopim para que desencadeasse um transtorno de ansiedade (diagnosticado clinicamente). Claro que, não somente este fato me deixou depressiva, foi um conjunto de fatos... e sinceramente, não imaginava que logo eu, precisaria de tratamento médico para não enlouquecer. Nessa turbulência, viajei para praia com alguns amigos para respirar e renovar as energias. Fazia tempo que não colocava a conversa em dia com minha melhor amiga.
Voltando ao mundo normal, fiz um tratamento de choque e me tornei uma mulher sem razão: dava risada a toa, vivia de bem com vida, não sentia nem vontade de comer, mas estava anestesiada, feliz e suportei essa condição durante algum tempo. Suportei até quando não dava mais para esconder que sentia falta de certo alguém, que por conta do tempo, mal tinhamos contato presencial, salvo a tecnologia que quase sempre está ao nosso favor. Nesse período quase subi de cargo na empresa. Quanta chateação para uma mulher em tão pouco tempo, mas pensando bem, foi melhor assim, subir de cargo naquela hora não seria bom negócio pra mim.
É claro que almejava e já tinha uma série de planos, caso isso vingasse, mas não deu certo, não dessa vez. E foi melhor assim, porque hoje estou mais agressiva em relação a meu âmbito profissional e me contentei com tranquilidade com essa derrota.
Agora era hora de voltar ao meu mundo real, aquele que insistentemente tentei mudar por teimosia, aquele que deveria ter ar puro e tranquilidade para que eu encarasse os fatos com mais cautela e rigor. Já que a anestesia estava acabando, tive que me contentar (de novo) com o que tinha ao meu alcance - a minha paciência, que já não anda tão astuta como antes. É ... fui ao cinema com mais frequência, fui a praia ... fui ao MORUMBI !!! Minha casa é um máximo. Assisti um jogo histórico, onde o tricolor poderia ter sido hexacampeão, mas já que não foi assim, tudo bem. Empatamos com o tal do Fluminense (ô timinho chinfrim aquele, apesar de que eles tem uma ótima zaga. Mas não são nada perto de nós). Não esquecendo que neste assunto, foi maravilhoso ver o curintia perder a copa do Brasil para o Sport e o Florminense perdeu a Libertadores da América. Campeonato é assim mesmo, se o São Paulo não ganha, nenhum brasileiro ganha. E tenho dito!!!
Por fim, chega o final do ano, mega acelerado e sem tempo para fazer pequenas coisas (e necessárias) o trabalho me consumiu e sugou minhas energias, pelo menos tive resultados que me surpreenderam. Contudo, consegui reencontrar meus amigos e não pude viajar porque não tive férias coletivas ... faz parte. Algumas coisas poluiram a minha mente, como retornar ao convento (aqui eu explico: para quem não sabe, "quase" fui para o convento porque acreditava que seria certo para mim, mas descobri a tempo que não tinha vocação), queria mudar de hábito, dormir em sono profundo e não voltar mais, fugir para a passárgada.
Ah ... mamãe aposentou (socoooorrroooo) ... papai terá férias prolongadas (socooooorrooo de novo), afinal, mamãe aposentada + papai de férias = eu surtada!!!
Mas, porem, contudo, todavia, entretanto estou aqui, firme e forte para mais uma maratona, depois de um natal com o naipe de "virada cultural".
Joguei fora os momentos amargos, rancorosos e tristes que passei, objetos que não queria mais em meus armários, mandei tudo para o espaço. Guardei os momentos raros de felicidade com os amigos, o hexacampeonato do tricolor paulista e as memórias dos momentos que estive ao lado de quem amo verdadeiramente. Tudo o que eu tinha para desabafar, desabafei. E estou 4 kilos menos gorda uhuuuuu!!!
Só quero que em 2009 seja O ANO para quem o merecer e tenho esperanças de que seja o ano onde finalmente minha vida terá rumo certo, ao lado de quem eu quero e daqueles que me queiram bem também.
Feliz 2009
Em breve, novidades.