Um dia cheguei no trabalho e deixaram sobre o meu computador a seguinte mensagem:
"Muitas vezes a busca da felicidade é tão grande, que nos esquecemos de viver essa busca. O melhor momento para viver a felicidade é agora.
Devemos decidir e querer sermos felizes, pois não existe um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho."
Será que já vejo esse caminho?? Voi' la
domingo, 7 de setembro de 2008
Regresso Graduado
Desde o final de Julho eu não tinha uma folguinha sequer do trabalho (quase 2 meses, aaafff). Pois é, as crises na empresa não me permitiam "descansar" (deve ser um dos consequentes do meu desequilíbrio emocional) e na sorte, em um disputado sorteio, consegui dormir até mais tarde hoje.
Fazia tempo que eu não acordava tão bem, não imaginava encontrar minha mãe em casa (ela também estava de folga) e claro, dei muita risada á toa. Não poderia, jamais, deixar de dormir um pouco á tarde (já que faço isso todos os dias quando volto para casa), afinal, tenho que manter o meu lado ursa na ativa... na verdade nem preciso me esforçar para isso, o sono já faz parte de mim.Hoje pude me auto analisar melhor e ver o quão tranquila estou e acredito que a tendência é melhorar esse quadro. Lembrei que tenho que visitar a minha médica na próxima semana. Não ligo para mais nada, literalmente chutei o pau da barraca e isso me tem feito um bem danado.
Ás vezes penso que estou vivendo em um sonho, porque foge da realidade em que me encontrava há algumas semanas; outrora penso que estou voltando para a minha realidade, a realidade do meu eu, de quem eu sou de verdade.
Aos poucos vejo (e quero pensar assim) que estou voltando e que mereço viver assim, tranquila, emocionalmente estável e se o que vivo é um sonho, nunca mais quero acordar.
Estou regressando, gradualmente.
**O próximo capítulo dessa novela escreverei em breve =)
Fazia tempo que eu não acordava tão bem, não imaginava encontrar minha mãe em casa (ela também estava de folga) e claro, dei muita risada á toa. Não poderia, jamais, deixar de dormir um pouco á tarde (já que faço isso todos os dias quando volto para casa), afinal, tenho que manter o meu lado ursa na ativa... na verdade nem preciso me esforçar para isso, o sono já faz parte de mim.Hoje pude me auto analisar melhor e ver o quão tranquila estou e acredito que a tendência é melhorar esse quadro. Lembrei que tenho que visitar a minha médica na próxima semana. Não ligo para mais nada, literalmente chutei o pau da barraca e isso me tem feito um bem danado.
Ás vezes penso que estou vivendo em um sonho, porque foge da realidade em que me encontrava há algumas semanas; outrora penso que estou voltando para a minha realidade, a realidade do meu eu, de quem eu sou de verdade.
Aos poucos vejo (e quero pensar assim) que estou voltando e que mereço viver assim, tranquila, emocionalmente estável e se o que vivo é um sonho, nunca mais quero acordar.
Estou regressando, gradualmente.
**O próximo capítulo dessa novela escreverei em breve =)
sábado, 30 de agosto de 2008
Cápsula da felicidade
Em tratamento de choque!!!!
Há quase 2 semanas estou me observando e me assustando com a minha mudança. Calma, calma, não criemos pânico! Não enlouqueci, não tenho idéias suicidas, assassinas, macabras ou algo próximo do gênero "perverso". Estou assustada com a tamanha calma em que me encontro agora.
Depois que passei a ter uma aliada, estou sofrendo bem menos. No começo tomei um choque, de verdade - desses que puxam a sua carne. Tomei a primeira cápsula e algumas horas depois já não sentia vontade de comer doce algum. Sentia sono, muito sono ... uma fadiga fora do comum. Sede então? Meu Deus, agora ando com uma garrafa d'água por todos os lados, porque de uma hora pra outra minha boca seca. O coração deu uma leve acelerada e senti algo parecido com um puxão na minha coxa direita. Tinha também crises súbitas - de riso ou de tristeza (com maior intensidade a crise de riso). Eu me peguei gargalhando!!! É isso mesmo, sem motivo aparente, a não ser pelo simples fato de não ter o que fazer e de vez em quando eu ainda dou risada á toa. Mas também tive uma leve crise de choro, que chegou do nada, simplesmente percebi que derramava algumas lágrimas ao voltar para casa depois de um dia tenso de trabalho.
Confesso que fiquei com medo de que o meu anti-ansiedade provocasse maiores efeitos colaterais (como meu coração acelerou, ficaria tensa se acontecesse algo, mas já estava alertada de que isso poderia acontecer. Como não tenho problemas cardíacos, foi apenas um "olá" que a substância fez questão de ofertar), mas tive sorte de que tudo isso passou rápido, era apenas para me adaptar.
A sensação de calma que eu tenho é muito grande. Não me preocupo com mais nada, nada mesmo. Como diz uma moderna expressão popular "toquei o foda-se". Agora, tudo que falam na casa onde eu moro entra por um ouvido e sai pelo outro. No meu trabalho, se não tive um dia bem sucedido segue este mesmo padrão "quem sabe amanhã, já que é outro dia". Não alcançou a meta do dia?? DANE-SE. Não terá boa remuneração no próximo mês? DANE-SE.
Não estou compulsiva pelo meu celular, nem por chocolate, nem por nada. Estou transitando em outro eixo, em outra órbita. Nem pareço uma terráquea, de tão alucinante que é a minha situação.
Ás vezes é muito bom rir do nada, ter uma crise de riso ao ouvir uma música, ao ver uma fotografia ou apenas sentindo o vento bater no seu rosto. O único problema que realmente tenho é o sono, que já era incontrolável, imagina agora.
A que ponto cheguei?? Para me reencontrar tive que procurar ajuda médica e me certifico que realmente tenho problemas emocionais ... antes tarde do que mais tarde. Agora, cuidarei da minha saúde física e mental. Vejo a vida de maneira poética sob a tortura que é viver em condições onde nada está ao seu favor. É ... não é brinquedo não.
Tenho ciência e convicção de que tudo em excesso pode fazer mal, mas sou controlada e obediente, fazendo o tratamendo de forma correta (sob o olhar de minha médica), coerente e sem dependência mórbida de medicamentos (até mesmo porque essa prática seria contra aquilo que eu acredito ser certo).
O importante é que, independente de quanto tempo eu permaneçaem tratamento, que este me traga resultados. E eu acredito que estes resultados já começaram a se manifestar.
"Se uma pessoa perguntar durante meia hora a palavra 'eu', essa pessoa se esquece quem é. Outras podem enlouquecer. É mais seguro não fazer jamais perguntas - porque nunca se atinge o âmago de uma resposta. E porque a resposta traz em si outra pergunta."
Clarice Lispector
Tô muito doooiiiddddaa!!! E calmíssima, caminhando para o estado "no stress".
Há quase 2 semanas estou me observando e me assustando com a minha mudança. Calma, calma, não criemos pânico! Não enlouqueci, não tenho idéias suicidas, assassinas, macabras ou algo próximo do gênero "perverso". Estou assustada com a tamanha calma em que me encontro agora.
Depois que passei a ter uma aliada, estou sofrendo bem menos. No começo tomei um choque, de verdade - desses que puxam a sua carne. Tomei a primeira cápsula e algumas horas depois já não sentia vontade de comer doce algum. Sentia sono, muito sono ... uma fadiga fora do comum. Sede então? Meu Deus, agora ando com uma garrafa d'água por todos os lados, porque de uma hora pra outra minha boca seca. O coração deu uma leve acelerada e senti algo parecido com um puxão na minha coxa direita. Tinha também crises súbitas - de riso ou de tristeza (com maior intensidade a crise de riso). Eu me peguei gargalhando!!! É isso mesmo, sem motivo aparente, a não ser pelo simples fato de não ter o que fazer e de vez em quando eu ainda dou risada á toa. Mas também tive uma leve crise de choro, que chegou do nada, simplesmente percebi que derramava algumas lágrimas ao voltar para casa depois de um dia tenso de trabalho.
Confesso que fiquei com medo de que o meu anti-ansiedade provocasse maiores efeitos colaterais (como meu coração acelerou, ficaria tensa se acontecesse algo, mas já estava alertada de que isso poderia acontecer. Como não tenho problemas cardíacos, foi apenas um "olá" que a substância fez questão de ofertar), mas tive sorte de que tudo isso passou rápido, era apenas para me adaptar.
A sensação de calma que eu tenho é muito grande. Não me preocupo com mais nada, nada mesmo. Como diz uma moderna expressão popular "toquei o foda-se". Agora, tudo que falam na casa onde eu moro entra por um ouvido e sai pelo outro. No meu trabalho, se não tive um dia bem sucedido segue este mesmo padrão "quem sabe amanhã, já que é outro dia". Não alcançou a meta do dia?? DANE-SE. Não terá boa remuneração no próximo mês? DANE-SE.
Não estou compulsiva pelo meu celular, nem por chocolate, nem por nada. Estou transitando em outro eixo, em outra órbita. Nem pareço uma terráquea, de tão alucinante que é a minha situação.
Ás vezes é muito bom rir do nada, ter uma crise de riso ao ouvir uma música, ao ver uma fotografia ou apenas sentindo o vento bater no seu rosto. O único problema que realmente tenho é o sono, que já era incontrolável, imagina agora.
A que ponto cheguei?? Para me reencontrar tive que procurar ajuda médica e me certifico que realmente tenho problemas emocionais ... antes tarde do que mais tarde. Agora, cuidarei da minha saúde física e mental. Vejo a vida de maneira poética sob a tortura que é viver em condições onde nada está ao seu favor. É ... não é brinquedo não.
Tenho ciência e convicção de que tudo em excesso pode fazer mal, mas sou controlada e obediente, fazendo o tratamendo de forma correta (sob o olhar de minha médica), coerente e sem dependência mórbida de medicamentos (até mesmo porque essa prática seria contra aquilo que eu acredito ser certo).
O importante é que, independente de quanto tempo eu permaneçaem tratamento, que este me traga resultados. E eu acredito que estes resultados já começaram a se manifestar.
"Se uma pessoa perguntar durante meia hora a palavra 'eu', essa pessoa se esquece quem é. Outras podem enlouquecer. É mais seguro não fazer jamais perguntas - porque nunca se atinge o âmago de uma resposta. E porque a resposta traz em si outra pergunta."
Clarice Lispector
Tô muito doooiiiddddaa!!! E calmíssima, caminhando para o estado "no stress".
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Homem Aranha
Homem Aranha
Jorge Vercillo
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
saltando entre os edifícios
vi você
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia, te fez refém
lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista
me joguei de onde o céu arranha
te salvando com a minha teia
Prazer, me chamam de Homem-aranha
Seu herói
Hoje o herói agüenta o peso das compras do mês
No telhado, ajeitando a antena da tevê
Acordado a noite inteira pra ninar bebê
Chega de bandido pra prender,
de bala perdida pra deter
Eu tenho uma idéia:
Você na minha teia
Chega de assalto pra impedir,
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande idéia:
Você na minha teia
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
que me pegou na veia
Eu tô na tua teia
Jorge Vercillo
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
saltando entre os edifícios
vi você
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia, te fez refém
lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista
me joguei de onde o céu arranha
te salvando com a minha teia
Prazer, me chamam de Homem-aranha
Seu herói
Hoje o herói agüenta o peso das compras do mês
No telhado, ajeitando a antena da tevê
Acordado a noite inteira pra ninar bebê
Chega de bandido pra prender,
de bala perdida pra deter
Eu tenho uma idéia:
Você na minha teia
Chega de assalto pra impedir,
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande idéia:
Você na minha teia
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
que me pegou na veia
Eu tô na tua teia
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Avante
Sabe ...
A vida não para por aqui. Na verdade o ser humano tem um tamanho insignificante para o tamanho do que é a vida. Engraçado que, há algumas horas enquanto eu trabalhava, meu chefe me perguntou qual era a causa para tamanha inquietude que não me deixava trabalhar (e eu estava inquieta mesmo, meu remédio ainda não tinha provocado efeito, mas agora estou relax) e resolvi mostrar uma parte da minha insatisfação com a minha atual condição. Só levei um puxão de orelhas rsss.
Pois é, eu preciso me encontrar. Preciso cuidar mais de mim. Preciso olhar para o meu umbigo. Preciso parar de pensar que sou capaz de mudar o mundo medíocre que eu faço parte. Preciso maratonar em busca de algo que sempre soube que é bom para mim. Preciso me perder naquele abraço mais vezes, de preferência para o resto de nossas vidas (da minha e a do dono do abraço poderoso) ... aliás, não quero me perder apenas em seus abraços, eu quero muito mais. Será que poderei???
Não posso mais me abalar.
A vida não para por aqui. Na verdade o ser humano tem um tamanho insignificante para o tamanho do que é a vida. Engraçado que, há algumas horas enquanto eu trabalhava, meu chefe me perguntou qual era a causa para tamanha inquietude que não me deixava trabalhar (e eu estava inquieta mesmo, meu remédio ainda não tinha provocado efeito, mas agora estou relax) e resolvi mostrar uma parte da minha insatisfação com a minha atual condição. Só levei um puxão de orelhas rsss.
Pois é, eu preciso me encontrar. Preciso cuidar mais de mim. Preciso olhar para o meu umbigo. Preciso parar de pensar que sou capaz de mudar o mundo medíocre que eu faço parte. Preciso maratonar em busca de algo que sempre soube que é bom para mim. Preciso me perder naquele abraço mais vezes, de preferência para o resto de nossas vidas (da minha e a do dono do abraço poderoso) ... aliás, não quero me perder apenas em seus abraços, eu quero muito mais. Será que poderei???
Não posso mais me abalar.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Já seria o preparatório para o adeus?
Já não sei mais se espero muito da vida.
Ás vezes tenho impressão de que aos poucos estou saindo daqui e não somente meu corpo padece, mas também o pouco que construi.
Não estou conformada e sim anestesiada. Tenho bloqueios. Não tenho e não sei onde encontrar mais forças.
Constatei que o ser humano não é nada e que o esqueleto que sustento é mais frágil que um grão de areia.
Estou longe, bem longe ... sem saber onde está o horizonte e se existe uma ponte para atravessar.
Onde terminará esse calvário? Onde é o final do túnel para que eu possa encontrar a luz?
Acho que eu já vi esse filme antes.
Ás vezes tenho impressão de que aos poucos estou saindo daqui e não somente meu corpo padece, mas também o pouco que construi.
Não estou conformada e sim anestesiada. Tenho bloqueios. Não tenho e não sei onde encontrar mais forças.
Constatei que o ser humano não é nada e que o esqueleto que sustento é mais frágil que um grão de areia.
Estou longe, bem longe ... sem saber onde está o horizonte e se existe uma ponte para atravessar.
Onde terminará esse calvário? Onde é o final do túnel para que eu possa encontrar a luz?
Acho que eu já vi esse filme antes.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Pára o mundo que eu quero descer
Pensei que eu enfartaria, mas quem enfartou, de fato, foi minha tia. Espero que ela esteja bem.
Tem horas que eu imagino que terei um treco a qualquer instante. Tem horas que imagino também, que a qualquer instante pode acontecer o que chamam de milagre. Tem horas que, ainda imagino, que eu posso e devo superar tudo sozinha. Tem horas ainda, que eu percebo que sou nada no meio do tudo e do nada também.
O céu das pessoas está tão claro (aparentemente), tão radiante quanto aquele céu quando vamos á praia no calor de 40 graus. Em mim pousou uma nuvem tão nublada, poluída, insistente, fria. Por aqui troveja todos os dias, tem deixado meus dias mais chatos, cansativos, doloridos, chuvosos.
Não tenho clima para mais nada, sei lá, perdi o fio da meada. Perdi tanto, que agora constatei clinicamente que sofro com o mal da ansiedade (era só o que me faltava). É, por indicação médica, seja bem vindo o frasco de calmantes em minha bolsa.
Suportar é um verbo que já não cabe mais em meu dicionário. Eu quero falar tanta coisa, mas eu não posso. O silêncio, ao mesmo tempo que me serve de escudo, me serve como veneno.
Será que eu ainda tenho alma????
Tenho feito um esforço sobrenatural para entender como é que a vida, em segundos, dá 1 volta de 360 graus, muda da água para o vinho, da calmaria para a guerra.
Queria entender o meu silêncio, mas nem para isso eu presto mais.
A eternidade, para mim, já me deu adeus.
Tem horas que eu imagino que terei um treco a qualquer instante. Tem horas que imagino também, que a qualquer instante pode acontecer o que chamam de milagre. Tem horas que, ainda imagino, que eu posso e devo superar tudo sozinha. Tem horas ainda, que eu percebo que sou nada no meio do tudo e do nada também.
O céu das pessoas está tão claro (aparentemente), tão radiante quanto aquele céu quando vamos á praia no calor de 40 graus. Em mim pousou uma nuvem tão nublada, poluída, insistente, fria. Por aqui troveja todos os dias, tem deixado meus dias mais chatos, cansativos, doloridos, chuvosos.
Não tenho clima para mais nada, sei lá, perdi o fio da meada. Perdi tanto, que agora constatei clinicamente que sofro com o mal da ansiedade (era só o que me faltava). É, por indicação médica, seja bem vindo o frasco de calmantes em minha bolsa.
Suportar é um verbo que já não cabe mais em meu dicionário. Eu quero falar tanta coisa, mas eu não posso. O silêncio, ao mesmo tempo que me serve de escudo, me serve como veneno.
Será que eu ainda tenho alma????
Tenho feito um esforço sobrenatural para entender como é que a vida, em segundos, dá 1 volta de 360 graus, muda da água para o vinho, da calmaria para a guerra.
Queria entender o meu silêncio, mas nem para isso eu presto mais.
A eternidade, para mim, já me deu adeus.
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